Thursday, March 14, 2013

REPRODUÇÃO DOS NEURÔNIOS

FUNÇÕES DO PERISPÍRITO – FUNÇÃO SUSTENTADORA (Cap. III – Funções do Perispírito. Livro PERISPÍRITO de Zalmino Zimmermann. Editora Allan Kardec). Chamou-nos a atenção o processo da renovação celular especialmente a questão da reprodução dos neurônios.
Vejamos o que consta na nota de rodapé número cinco, páginas 73 a 75:
“Tem-se admitido, até aqui, que os neurônios, não se reproduzindo, não podem também ser substituídos, representando, assim, uma exceção ao princípio geral da renovação celular periódica.
Em 1988, os neurobiólogos Fred Gage, da Universidade da California, e Peter Erikson, do Instituto Universitário de Gotemburgo, Suécia, descobriram a presença de neurônios novos na região límbica – especificamente, no hipocampo, estrutura ligada ao processo da memória. (V. Cap. X, Perispírito e Memória).
Constatou-se a seguir, que os neurônios novos surgem da divisão de um outro tipo de célula, as células-tronco, que , sob certos comandos químicos, passariam, logo após o processo de divisão, a se especializar, transformando-se em células nervosas.
Recentemente (1999), o cientista mexicano Arturo Alvarez Buylla, da Universidade Rockfeller, Nova York, pesquisando a zona subventricular, teria descoberto que essas células-tronco são os conhecidos astrócitos, que envolvem os neurônios.
Trata-se de um dado revolucionário, indicando um potencial praticamente ilimitado de regeneração do cérebro. (Para um total aproximado de 10 bilhões de neurônios, existiriam cerca de 100 bilhões de astrócitos...).
As pesquisas evoluem e, segundo o agora anunciado pelo pesquisador russo Valery Kakekov, da Universidade do Tennessee, já se consegue cultivar em laboratório células-troncos retiradas do cérebro de pacientes em estado grave, buscando-se, com o auxílio de certas substâncias (“fatores de crescimento”), chegar à geração de novas células-tronco e, depois, neurônios.
Ampliam-se assim, significativamente, as possibilidades de tratamento de doenças graves que afetam o sistema nervoso, principalmente depois que o tcheco Hynek Wichterle, também da Universidade Rockfeller, demonstrou que neurônios imaturos, injetados em cobaias com danos cerebrais, migravam, guiados automaticamente por sinais químicos, para os locais onde eram necessários, servindo, assim, ao restabelecimento de conexões perdidas. (BURGIER-MANN, R. Denis. “O Milagre da Multiplicação dos Neurônios”. Superinteressante, Abril, São Paulo, julho, 1999: pp.40 a 46).
Esses dados comprovam, mais uma vez, o papel fundamental dessa extraordinária malha energética que é o perispírito – já desde suas mais primitivas protoformas, na dimensão animal -, sustentando e reorganizando continuamente o edifício celular, através de um número incontável de substâncias químicas, que, sob o comando mental e de acordo com suas características evolutivas, produz e aciona”.

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